"E a gente chora, se descabela, amaldiçoa os próprios sonhos, chora mais um pouco e depois volta. Levanta, retoca a maquiagem, reposiciona o vestido, respira fundo e volta. Volta porque não há tempo pra ser infeliz. Não há, nem nunca vai haver. Há sempre uma oportunidade a ser perdida, e não há tempo pra chorar sozinha em banheiros quase nunca vazios. Não há tempo. E é só por isso que se continua. Senão o que? Depois de sofrer vem o que além do riso? Primeiro de mentira, meio tímido, meio falso. Depois de verdade, e depois tão verdadeiro que vão quebrar e vão te fazer sofrer. Até rir, e sofrer, e rir, e sofrer rindo, rir sofrendo, tanto faz. É tudo uma soma de recomeços… ou de finais."
— Me convenço às vezes, Clara D. (via antigas-cartas)


